Se você for o mínimo observador que seja, com certeza já parou para contar o número de obras em andamento em Vitória. As mais noticiadas e discutidas publicamente foram, e são, as da Av. Fernado Ferrari e a da Av. Dante Michelini (Orla da Praia de Camburi). Agora, você lembra como era bem sinalizado e iluminado o canteiro da obra no início, há mais ou menos 8 meses atrás? Uma beleza, né! Nada comparado ao estado atual: iluminação zero, sinalização mínima e segurança zero! Hoje, o que se vê são uns pedaços de pau fincados no chão, no limite entre a obra e a pista, ligados por uma rede (dita "de proteção") de cor laranja, a qual é quase invisível no escuro. A única exceção considerável são umas lanternas vermelhas, chamadas de "pirulitos" pelos guardas de trânsito, localizadas em torno dos canteiros em obra na altura do bairro Mata da Praia. Os próprios guardinhas afirmam: "Isso aqui é um perigo."
Cadê a fiscalização da prefeitura? E a empreiteira da obra? Ninguém que trabalha por lá viu algum acidente?
Isso tudo, meus camaradas, porque a blogueira que aqui vos fala se envolveu em uma batida na última semana graças à falta de segurança de tal obra. É! E não foi por falta de atenção, displicência, ou burrice de mulher no volante, não!! (Modéstia à parte, euzinha aqui sou "mais macho que muito homem" no volante) Foi sim por conta da falta de vergonha na cara dessas concessionárias que superfaturam em seus orçamentos ou estão ligadas a algum político corrupto que adora desviar uma verbazinha pública.
Ai ai.... Quando isso vai mudar?
Última notícia sobre a Orla de Camburi.
segunda-feira, 23 de junho de 2008
E O DIABO SE MULTIPLICOU!



O evento era conferência de cúpula da América Latina. FHC era presidente do Brasil. Chávez era recém-eleito presidente da Venezuela. Estavam todos sentados ao redor de uma mesa muito grande, na lembrança de Chávez. O cubano Fidel falou e o venezuelano usou a palavra logo depois. Os dois mostraram muita afinidade. Fidel, através do chanceler cubano, Felipe Pérez roque, mandou um bilhete que Chávez mantém guardado e freqüentemente cita. "Fidel", contou o presiente venezuelano, "escribió de su puño y letra": "Chávez! Siento que ya no soy el único diablo".

De lá para cá, o "diabo" multiplicou-se. Além de ter aparecido como militar (Chávez) na Venezuela, tomou forma de operário (Lula) no Brasil, encarnou em um índio na Bolívia e, na Nicaraugá, surgiu como guerrilheiro (Ortega). A última aparição, no Paraguai, é mais surpreendente: tomou corpo de um bispo (Lugo).
Fontes: Blog do Contra, Advogado do Diabo
domingo, 8 de junho de 2008
Fanfarrão que escreveu “a cabeça do brasileiro” lança “a cabeça do eleitor”
Um cientista político chamado Alberto Carlos de Almeida, que lançou um livro de muito sucesso entre tucanos declarados e enrustidos, concede entrevista ao jornal A Gazeta desse domingo (8).
Na entrevista, ele fala do seu mais novo lançamento. Intitulado “a cabeça do eleitor”, no qual, segundo o próprio, o marketing tem peso, mas o peso dele não é mágico.
No tal “a cabeça do brasileiro”, cuja chatice não me permitiu chegar ao fim, o cidadão em questão teve no jornalista Mino Carta um ferrenho desconstrutor das impressões construídas a partir do livro.
Se o leitor e principalmente o eleitor tiverem um mínimo de exigência com a qualidade do que lêem e conseguirem suportar a reflexão de Pierre Bourfieu, logo classificarão o seu Alberto Carlos de Almeida como um grande Fanfarrão, com um problema: ele não pede pra sair!
Na entrevista, ele fala do seu mais novo lançamento. Intitulado “a cabeça do eleitor”, no qual, segundo o próprio, o marketing tem peso, mas o peso dele não é mágico.
No tal “a cabeça do brasileiro”, cuja chatice não me permitiu chegar ao fim, o cidadão em questão teve no jornalista Mino Carta um ferrenho desconstrutor das impressões construídas a partir do livro.
Se o leitor e principalmente o eleitor tiverem um mínimo de exigência com a qualidade do que lêem e conseguirem suportar a reflexão de Pierre Bourfieu, logo classificarão o seu Alberto Carlos de Almeida como um grande Fanfarrão, com um problema: ele não pede pra sair!
Segurança Tem Saída!
Esse é o título de um livro do antropólogo Luiz Eduardo Soares, um dos maiores especialistas brasileiros no estudo sobre segurança pública. Para ele, segurança é uma questão de estado e deve estar acima das diferenças políticas.
Cito o livro e o professor pelo fato de a região Metropolitana da Grande-vitória ser uma das mais violentas do país e a cidade da Serra ter sido considerada a mais violenta entre todas as cidades brasileiras, em 2005. São cerca de 97 homicídios para cada grupo de 100 mil habitantes, no espaço de um ano na cidade de Vidigal. São dados do IPEA (instituto de pesquisa econômica aplicada), ligado ao ministério do planejamento.
Desde que conheci o pensamento desse cidadão, tornei-me um leitor voraz de sua obra. Por isso, recomendo também, do mesmo mestre: "cabeça de porco", "meu casaco de general", "elite da tropa" e "legalidade libertária", que não encontrei nas livrarias do estado.
Para quem tem interesse pelo tema e em conhecer melhor o pensamento de Luiz Eduardo é só acessar os sites:
quinta-feira, 5 de junho de 2008
O grito hoje é de goooooooooooooool!
No país do futebol, eu nunca joguei bem. Aliás, nem eu nem a seleçãozinha do Dunga. Mas o tricolor carioca, ontem, mostrou que está pronto para conquistar o inédito título de campeão da Taça Libertadores da América. Depois de arrancar um fantástico empate com o Boca juniors, na Argentina, ontem o tricolor das Laranjeiras conseguiu, de virada, vencer o, como alguns dizem, supertime argentino, de Riquelme e companhia. O Boca era melhor... Azar deles!
Agora, o tricolor está na final e, se for campeão, disputará, em dezembro, na capital japonesa, o mundial interclubes. Se chegar lá, este escrevinhador gritará muito!

Assista aos GOLS da partida AQUI!
Leia mais em: Último Segundo Esporte - De virada, Flu vence Boca e garante vaga em final histórica
Agora, o tricolor está na final e, se for campeão, disputará, em dezembro, na capital japonesa, o mundial interclubes. Se chegar lá, este escrevinhador gritará muito!

Assista aos GOLS da partida AQUI!
Leia mais em: Último Segundo Esporte - De virada, Flu vence Boca e garante vaga em final histórica
terça-feira, 3 de junho de 2008
Cavalo de Tróia contemporâneo

A cara do GRITO! desta quinzena é uma caricatura de Angelo Corbo. Um telespectador "enterrado" a um sofá de sala, visualmente "hipnotizado" pelo que é apresentado a ele por um tipo de televisão um tanto imponente - uma espécie de Cavalo de Tróia do nosso tempo.

Réplica do Cavalo de Tróia, existente em Tróia, na Turquia.
Como os troianos na Ilíada de Homero, nós, cidadãos e consumidores comuns, permitimos entrar em nossas casas esse meio de comunicação tão importante, a TV. A mídia que atinge a praticamente toda a população num país de pobres, e diga-se de passagem, analfabetos, é também a mais poderosa. Um debate persistente, mas, infelizmente, não consolidado na esfera pública é sobre: como a TV brasileira influencia e/ou manipula a audiência? Ela trabalha, ou deve trabalhar, democraticamente? E, como funcionará a dinâmica social da TV Digital?
Para refletir: A TV hoje é um "presente de grego"?
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domingo, 1 de junho de 2008
Reduto Fascistóide é tema de dissertação de mestrado!
Conhecida por exercer um “tipo de jornalismo” alheio ao interesse público e de inspiração ultra-direita, a revista veja, de novo, é objeto de estudo acadêmico. Desta vez, a pesquisa mostra como o principal semanário de informação do Brasil orquestrou uma campanha frustrada para derrubar Lula da presidência da República.
Para isso, Fábio Jammal Makhoul analisou a revista em 2005 e 2006. E sob orientação da professora Vera Chaia, da PUC-SP, chegou à conclusão de que o semanário da Abril quis, sim, defenestrar o Sapo do Palácio.
Segundo o pesquisador, para tentar atingir seus despudorados objetivos, Veja abriu mão de provas e dispensou o contraditório. A pergunta é: será que isso contribui para a revista ficar a cada dia mais conhecida como reduto fascistóide da imprensa brasileira?
Vem aí "O Longo Amanhecer"!
Não é novela! Trata-se de um documentário em fase de conclusão, que presta uma justa homenagem a um dos grandes expoentes do pensamento nacional: Celso Furtado.
Dirigido por José Mariani, o objetivo do documentário, iniciado quatro meses antes da morte do economista, é apresentar ao Brasil a história e a reflexão de um dos maiores intelectuais brasileiros. Falecido em 2004, com 84 anos, Celso Furtado, enquanto esteve nestas bandas, deu um testemunho de confiança no futuro do Brasil. Além disso, em todos os cargos que ocupou pôs sempre sua reflexão a serviço de um Brasil melhor. Talvez por isso, Maria da Conceição Tavares se referia a ele como “um homem com horizonte moral”.
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